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Regresso da Flotilha: Juventude Popular condena populismos de Mariana Mortágua

Viagem de flotilha é perigosa e propagandista

Comunicado ·

Bandeira Palestina

Mariana Mortágua voltou ontem da flotilha e encontra em Portugal uma petição – pedindo para que não regressasse - com um número de assinantes que equivale quase a metade dos seus votantes nas últimas eleições. Portugal não vê na líder do Bloco de Esquerda (BE) o compromisso suficiente para com a sua Nação, posição com a qual a Juventude Popular (JP) concorda.

A JP manifesta indignação face à iniciativa “flotilha pela Palestina”, que gerou forte controvérsia nacional e internacional e colocou vidas de portugueses em risco desnecessário. A petição pública que reúne já mais de 65 mil assinaturas, é um evidente sinal do descontentamento dos portugueses face à politização de um conflito que exige responsabilidade, equilíbrio e compromisso com a paz, potenciado pelo BE que “aproveita o sofrimento alheio para estar nas luzes da ribalta, seguindo um caminho altamente populista”, critica a Presidente da JP, Catarina Marinho.

Para a JP, o Bloco de Esquerda, ao invés de contribuir para soluções construtivas, insiste em instalar divisões e ódios, ignorando o papel que Portugal deve assumir como promotor da paz e da estabilidade internacional. A Juventude Popular rejeita esta postura e reafirma o seu compromisso com uma abordagem séria, humanitária e diplomática. Desta forma, há três caminhos concretos que devem ser seguidos:

• Reforçar o apoio humanitário às vítimas do conflito, através do financiamento de ONG’s credíveis no terreno e do fortalecimento dos mecanismos da ONU. Salvar vidas é urgente e possível;

• Exigir reformas sérias para o futuro, com foco na renúncia ao terrorismo, na democratização das instituições locais e no compromisso com a coexistência pacífica entre países. Mais prevenção que reação e menos apoio a organizações como o Hamas;

• Promover negociações de paz sérias, com mediação internacional e envolvimento de todos os atores relevantes. Portugal deve preencher o espaço diplomático que hoje é dominado pelos EUA, assumindo um papel ativo e respeitado. “Não é através de ações de campanha populistas e da instigação do ódio que a paz se restabelece”, diz Catarina Marinho.

“A política externa portuguesa não pode ser refém de agendas ideológicas radicais. É tempo de responsabilidade, de diálogo e de ação concreta. Não podemos ter deputados da Nação a ter este tipo de comportamento provocador e de vitimização, quando as verdadeiras vítimas são as crianças e as famílias sem teto, comida ou acesso a cuidados de saúde”, afirma Catarina Marinho, acrescentando ainda: “Há muito trabalho para fazer em Portugal, as pessoas não vivem tempos fáceis, há insegurança, há pobreza, e tudo o que interessa à Sra. Deputada Mariana Mortágua é a Palestina. O que não podia ser mais desrespeitoso para todos aqueles que ainda acreditavam no partido que lidera.”

A Juventude Popular fará ainda hoje chegar ao BE a sua posição oficial, apelando ao fim da retórica divisionista e à adoção de medidas que verdadeiramente sirvam os interesses de Portugal e da paz global.


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