Juventude Popular pede esclarecimentos ao Ministério da Educação sobre recusa de criação de residência estudantil
JP questiona diretamente Ministério da Educação sobre habitação para estudantes
A Juventude Popular (JP) questionou ontem, dia 1 de fevereiro de 2026, o Sr. Ministro, Dr. Fernando Alexandre, sobre a notícia intitulada “Ministério recusou plano para criar residência estudantil a custo zero”, com apreensão e estupefação. A decisão do Governo não avançar com a criação de uma residência universitária no edifício da antiga sede do Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, optando antes pela afetação à Universidade Aberta e pela alienação de outros imóveis do Estado, “suscita sérias preocupações do ponto de vista das prioridades políticas, da previsibilidade da ação governativa e da resposta estrutural à crise do alojamento estudantil”, refere a Presidente Catarina Marinho no pedido de esclarecimento.
A estrutura considerou que esta decisão de Fernando Alexandre é “uma inversão de prioridades, demonstra navegação à vista e é contrário ao que sempre defendemos” e reforçou que questionar diretamente o Ministério objetiva “perceber melhor o que se passou”.
A JP bate-se diariamente pela melhoria das condições de vida dos estudantes em Portugal, sobretudo no que toca à habitação, considerando que antes sequer de se avaliar a revisão da propina, impera criar condições fora das portas das escolas, que encarecem muito o custo de vida das famílias. Um exemplo é a descida dos impostos de água, luz e gás, para alunos deslocados, que têm quartos ou apartamentos arrendados. Desta forma, a perceção pública de não investimento nesta área consiste numa preocupação real.
